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Que família não incluiu na lista de desejos para 2018 um pacotão de saúde para os filhos? É o desejo de todo pai e mãe, não é? Mas a realização deste desejo requer mais que ter uma alimentação saudável em casa ou de ter um profissional de confiança para cuidar dos pequeninos. É preciso rotina! Pensando nisso, nestes primeiros dias do ano, período em que todo mundo revê a própria vida e tenta traçar metas para viver melhor, listamos 5 passos que podem não garantir, mas vão deixar seu ano bem mais tranquilo em relação à saúde da garotada!

1º passo: Visitas regulares ao pediatra

Não é preciosismo. Estudos apontam que não levar as crianças com regularidade ao pediatra pode aumentar em até 2 vezes o risco de internação, especialmente no caso das pequenas, de até 3 anos. Não vale arriscar, não é? Então, acompanhe a tabela abaixo com o número de visitas por faixa etária da criança até ela atingir a maioridade, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

A criança deve ir ao pediatra logo na primeira semana de vida, quando ainda é recém-nascida. Depois, uma vez por mês, até completar 6 meses. Dos 6 aos 18 meses, as consultas de pediatria passam a ser trimestrais. Daí em diante, a criança deve ir ao pediatra a cada 6 meses (até completar 2 anos) e uma vez por ano (até aos 18 anos).

Veja na tabela a frequência das consultas de pediatria, de acordo com a idade da criança:

Por que a criança deve ir ao pediatra com tanta frequência?

A ideia é fazer com que a maioria dos problemas sejam previstos, sejam tratados fora da emergência, do pronto-atendimento. Com planejamento, a criança é beneficiada na qualidade do atendimento e a família, pela tranquilidade com que pode acompanhar o desenvolvimento do pequeno ou adolescente. E claro, sempre é bom lembrar que o primeiro contato com o pediatra acontece ainda antes de o bebe nascer, durante o pré-natal, onde a mãe receberá toda orientação necessária para os primeiros cuidados com a criança e sobre a amamentação.

As consultas devem incluir:

  • Análise do estado nutricional;
  • Análise da história alimentar;
  • Avaliação da curva de crescimento;
  • Calendário de vacinas que fazem parte do calendário oficial do Ministério da Saúde;
  • Avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor;
  • Análise do desempenho escolar;
  • Avaliação do padrão de atividade física diária;
  • Exame de capacidade visual;
  • Observação dos cuidados domiciliares dispensados à criança;
  • Avaliação do desenvolvimento da sexualidade;
  • Análise da qualidade e quantidade do sono;
  • Avaliação da audição;
  • Avaliação da saúde bucal.

 

2º passo: vacinação em dia

É importante acompanhar o calendário de vacinação e também ficar atento às campanhas promovidas pelo governo. Esta é outra ferramenta importante na prevenção de doenças. Quais vacinas devem ser dadas e em quais períodos da vida da criança você pode conferir na tabela da Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim), clicando aqui.

Além das  vacinas convencionais, é importante ficar atento e seguir a orientação do pediatra em relação à imunização contra dengue e gripe, disponíveis na rede privada durante todo o ano.

 

3º passo: Alimentação saudável

Planejar o dia a dia dos pequenos nem sempre é fácil, mas certamente é a melhor forma de fazer com que tenham uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas e na quantidade adequada para cada faixa etária. Quem inicia a alimentação sólida, por exemplo, com bebês, deve ter cuidado redobrado, pois é nesta fase que a criança começa a definir seu paladar, e tendo variedade de sabores e texturas, claro somados a uma boa dose de paciência, tudo corre bem.

 

4º passo: Atividade física

Criança é movimento. Desde cedo deve-se estimular tanto a brincadeira ao ar livre quanto a prática de atividades físicas na rotina dos pequeninos. Não apenas para que eles comecem aos poucos a gostar de se exercitar, mas também para que possam definir com tranquilidade as atividades que podem colaborar mais com seu desenvolvimento integral. As atividades devem também estar adequadas à aptidão das crianças. A Sociedade de Pediatria de Sao Paulo orienta sobre cuidados específicos no caso de adolescentes, e sobre a idade certa para frequentar uma  academia, por exemplo, vale conferir!

 

5º passo: Exames Periódicos 

Existem especialistas que defendem a realização de exames de  sangue ou fezes em crianças só em casos de necessidade clara. Outra corrente, aposta que este tipo de ferramenta também faça parte da rotina de prevenção de doenças, até como forma de evitar o uso de vermífugos e outros tipos de medicamentos de forma desnecessária, já que mesmo os mais simples, também têm efeitos colaterais.

Fontes: SBP, Sbim, Ministério da Saúde, Profissionais da Consukids

Foto: Pixabay