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Neste Dia Nacional do Surdo, é importante fazer um alerta a pais e responsáveis por crianças pequenas: quase 100% dos casos de surdez tem cura, se detectados no primeiro ano de vida da criança. Além disso, se a surdez for descoberta antes dos 2 anos, a dificuldade em aprender a falar será menor para esta pessoa.

 

Sinais

Mas o que fazer para perceber os primeiros sinais de que alguma coisa não vai bem com a audição do bebê?

Entre 3 e 4 meses, o bebê já firma o pescoço e consegue virar a cabeça ao ouvir seu nome. Nesta etapa, ele também desenvolve o chamado riso social, aquele sorriso que o bebê dá ao escutar a voz da mãe ou do pai, ou responsável. Outro sinal importante: ao chorar, durante a noite, o bebê costuma se acalmar se ouve a voz da mãe. Já as crianças com problemas de audição só se tranquilizam quando conseguem ver o rosto da mãe ou do pai e quando alguém acende a luz.

Teste

Já na maternidade, é possível iniciar o processo de prevenção a este tipo de problema, realizando o teste da orelhinha – ou triagem auditiva neonatal. Desde 2010, uma lei obriga que todas as maternidades ofereçam o exame, inclusive as do Sistema Único de Saúde (SUS). O ideal é que, logo após o nascimento, o bebê passe por esse procedimento indolor e rápido para medir seus estímulos sonoros. O problema é que como esta medida ainda é relativamente recente, muitas crianças acabaram não passando pelo teste.

É importante reforçar que esse primeiro exame é só uma triagem, ou seja, se o seu filho demonstrar alguma dificuldade no teste, isso não significa que ele seja surdo, mas sim, um alerta para que os pais procurem um otorrinolaringologista e o submetam a exames mais detalhados.

Causas

Mas o que mais causa a surdez e qual a proporção de ocorrência do problema? De acordo com o Ministério da Saúde, a cada 10 mil recém nascidos, 30 têm deficiência auditiva. O principal motivo seriam as infecções que ocorrem com as grávidas (sífilis, rubéola, toxoplasmose e citomegalovírus). Mas também existem outros motivos, entre eles estao: má-formações, prematuridade, baixo peso do bebê (inferior a 1 kg), genética e uso de drogas durante a gestação também são fatores que aumentam o risco de surdez congênita (ou seja, no nascimento).

Também existem casos de surdez que se apresentam após o nascimento, e que, por isso estão relacionados a outros fatores, como a associação a doenças como otite, sarampo, rubéola, caxumba e meningite bacteriana.

Adultos

Mas também é importante lembrar que prevenir a surdez vale para toda faixa etária, não só para os pequenos. Para os adultos, recomenda-se que visitem regularmente ao otorrinolaringologista, para verificar como anda a sua audição. A maioria das pessoas vive, atualmente, em meio ao grande fluxo de poluição sonora, e isto pode afetar de forma considerável um dos mais importantes sentidos do corpo.

Foto: Pixabay

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